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Sobre a
Fundação

Kangyur Rinpoche

 

 
 
 

Vida de Kangyur Rinpoche
& Amala

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Kangyur Rinpoche
(Longchen Yeshe Dorje)
(1898-1975)

Longchen Yeshe Dorje, mais conhecido como Kangyur Rinpoche, foi um grande erudito budista, médico e tertön nascido em 1898, em Kham, no Tibete oriental.

 

Desde muito novo começou o estudo e prática do Dharma, tendo por mestre-raiz Jedrung Rinpoche, Trinle Jampa Jungne, (ele próprio um discípulo de Jamyang Khyentse Wangpo e de Jamgön Kongtrul Lodrö Thaye) e Jamgön Mipham Rinpoche. Mais tarde foi reconhecido como emanação de Namkha’i Nyingpo, um dos mais próximos discípulos de Guru Rinpoche.

Kangyur Rinpoche foi abade do mosteiro de Riwoche, em Kham, um importante centro da tradição Rimé, não sectária, onde eram praticadas as linhagens Nyingma e Taklung Kagyu do Budismo tibetano. No entanto, optou por deixar o mosteiro, preferindo a vida de eremita dedicada ao estudo e contemplação.

 

Havia quatro atividades que ele prezava acima de todas: cuidar dos doentes, dos idosos, das crianças órfãs e preservar e propagar o Dharma. No que diz respeito ao Dharma, ficou célebre por ter concedido a transmissão oral do Kangyur — a enorme coleção completa das palavras do buda, os sutras e tantras — mais de vinte e quatro vezes, feito que lhe valeu o nome de Kangyur Rinpoche

 

Mais tarde, Kyabje Kangyur Rinpoche casou com Jetsün Jampa Chökyi, mais conhecida como Ama-la, com quem teve três filhos: Taklung Tsetrul Pema Wangyal Rinpoche, Rangdrol Rinpoche e Jigme Khyentse Rinpoche; e três filhas: Rinzin-la, Yangchen-la; Chökyi-la. Todos eles, mestres e praticantes exemplares.

 

No final da década de 1950, prevendo o agravamento da situação no Tibete a braços com a invasão chinesa, Kyabje Kangyur Rinpoche deixou a terra natal, com a sua família e com uma enorme coleção de livros inestimável— preservando-os da destruição dos mosteiros e bibliotecas durante a Revolução Cultural. Instalando-se em Darjeeling, na Índia, Rinpoche fundou o mosteiro Orgyen Künzang Chökhorling onde acolheu e educou inúmeras crianças, orfãs e desprivilegiadas, onde veio a falecer em 1975.

 

Kangyur Rinpoche foi um dos primeiros grandes mestres tibetanos a aceitar estudantes ocidentais — como Matthieu Ricard, entre outros — e a expressar o desejo de estabelecer centros no Ocidente. E foi também um escritor prolífico. Entre as suas obras, destacamos o comentário ao Yönten Rinpoche Dzö de Jigme Lingpa (Treasury of Precious Qualities, Grupo de Tradução Padmakara, Shambhala, 2001) e o comentário ao Suhrlekka de Nagarjuna (Letter to a Friend, Grupo de Tradução Padmakara, Snow Lion Publications, 2006), entre outras.

 

Estas breves palavras não chegam para expressar a importância da sua vida e atividade, e o seu papel para a preservação do Dharma e a sua difusão no Ocidente. Para todos nós, Kangyur Rinpoche foi um exemplo perfeito sobre como integrar os ensinamentos do Buda na vida quotidiana.

 

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Ama-la
(Jetsun Jampa Chökyi)
(1922-2004)

Jetsün Jampa Chökyi, mais conhecida como Ama-la, nasceu em 1922, numa família descendente do rei Trisong Detsen; e aos 7 anos de idade conheceu o seu primeiro mestre, Drakshung Rinpoche, de quem recebeu instruções sobre o treino da mente e as práticas preliminares.

 

Aos 8 anos de idade entrou para o mosteiro de Samten Yangtse, em Nyemo, onde ganhou a admiração das suas pares graças à sua enorme bondade para com os mais desprotegidos—fossem animais ou humanos—, à sua capacidade de renúncia e práticas de meditação.

 

Em 1936, com 14 anos de idade, Jetsün Jampa Chökyi foi em peregrinação aos locais sagrados do sul do Tibete, entre eles o eremitério de Samye Chimpu, onde conheceu Kangyur Rinpoche. 

E em 1943 casou-se com Kangyur Rinpoche com quem teve 6 filhos.

 

Ama-la viveu os seus últimos anos em Monchique, Portugal — no local onde hoje se localiza o centro de retiros —, tendo aí falecido no dia 15 de Fevereiro de 2004.

 

Dedicando a sua vida ao estudo e à prática do Dharma, Ama-la sempre apoiou e promoveu as atividades de Kangyur Rinpoche. Embora extremamente humilde, ela irradiava uma sabedoria e compaixão inspiradoras. Quem a conheceu, incluindo inúmeros lamas importantes, sempre a consideraram uma praticante completamente realizada.

 

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